quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Protocolos de Atenção organizados sob a lógica de linhas de cuidado

Dentre as funções que a atenção básica deve cumprir para o bom funcionamento das Redes de Atenção à Saúde, está a de coordenar o cuidado. Para isso ela usa de ferramentas de gestão do cuidado, e entre elas está o uso de protocolos de atenção organizados sob a lógica de linhas de cuidado.

Linha do cuidado é a imagem que expressa os fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usuário que atendem às suas necessidades de saúde, é o caminho que o usuário faz por dentro de uma rede de saúde. É diferente dos processos de referência e contra-referência, apesar de incluí-los, diferindo no ponto em que não funciona apenas por protocolos estabelecidos, mas também pelo reconhecimento de que os gestores dos serviços podem pactuar fluxos, reorganizando o processo de trabalho, a fim de facilitar o acesso do usuário às Unidades e Serviços aos quais necessita.

Ela participa do modelo que segue a integralidade na assistência á saúde, unificando ações preventivas, curativas e de reabilitação; proporcionando o acesso a todos os recursos tecnológicos que o usuário necessita, desde visitas domiciliares realizadas pela Estratégia Saúde da Família e outros dispositivos como o Programa de Atenção Domiciliar, até os de alta complexidade hospitalar; e ainda requer uma opção de política de saúde e boas práticas dos profissionais.

A linha de cuidado funciona com base nos Projetos Terapêuticos, que é o conjunto de atos assistenciais pensados para resolver determinado problema de saúde do usuário, com base em uma avaliação de risco (clínico, social, econômico, ambiental e afetivo). Com base no risco é definido o Projeto Terapêutico e a partir dele o trabalhador de saúde vai orientar o usuário a buscar na rede de serviços os recursos necessários ao atendimento à sua necessidade. Importa pensar que com a Linha do Cuidado Integral organizada, o serviço de saúde opera centrado nas necessidades dos usuários, e não mais na oferta de serviços, o que geralmente limita o acesso.

Para uma Linha de o Cuidado Integral funcionar, o mais importante é o pacto entre os gestores das Unidades de Saúde e entre os gestores municipais de acordo com a regionalização da rede assistencial. É necessário que haja um acordo de funcionamento, feito por todas as chefias, coordenações, gerências, em relação aos fluxos entre os que coordenam as Unidades da Atenção Básica, a rede de apoio diagnóstico e terapêutico, os serviços de urgência e hospitalares, assim como as áreas meio da Secretaria de Saúde. É o pacto firmado sobre a compreensão de que os serviços de saúde devem se organizar centrados no usuário, que vai garantir que os fluxos entre os diversos serviços funcionem.

Ex: a montagem de uma linha de cuidado para Hipertensão Arterial e Diabetes em Diadema, devido à alta prevalência destas duas patologias bem como o alto número de internações diretamente relacionadas a elas. Observamos que uma das estratégias de mudanças a serem implementadas é a distribuição e o monitoramento do seguimento dos protocolos estabelecidos pelo MS.

Os fluxogramas de atendimento de usuários com hipertensão no município de Diadema adotam os seguintes documentos como protocolos:

• Cadernos de Atenção Básica – nº 14 / Prevenção Clínica de Doença Cardiovascular, Cerebrovascular e Renal Crônica

• Cadernos de Atenção Básica – nº 15 / Hipertensão Arterial Sistêmica

• Cadernos de Atenção Básica – nº 16 / Diabetes Mellitus

Em relação às atribuições dos profissionais das equipes e os fluxos de atenção classificação e estratificação de risco, a SMS resolve:

1. Manter as atribuições e competências da equipe de saúde estabelecidas nos Cadernos de Atenção Básica.

2. Adotar os Critérios Diagnósticos, Classificação e Estratificação de Risco adotado nos referidos Cadernos de Atenção Básica.

Dentre os fluxogramas apresentados no caderno estão os fluxogramas para diagnóstico da hipertensão no paciente suspeito, fluxogramas de tratamento, de acompanhamento, de avaliação de risco até o encaminhamento para o CEMED - Centro de Especialidades Médicas, devendo estes ser feitos mediante consulta aos Protocolos de Regulação. Estes fluxogramas usados em cada uma das linhas de cuidado são os já estabelecidos nos protocolos citados acima, sofrendo modificações conforme a realidade local. Este caderno também inclui fluxograma para os usuários hipertensos e/ou diabéticos que ficaram internados no Hospital Municipal e no Pronto Socorro.

A idéia da linha de cuidado se completa quando observamos os Cadernos de Atenção Básica, que são utilizados por exemplo nesse protocolo usado na Linha de Cuidado para HAS e DM em Diadema, onde acompanhamos o paciente desde seu diagnóstico, tratamento, intervenção em cada intercorrência, bem como critérios de encaminhamento e indicação procedimentos cirúrgicos, servindo não apenas ao profissional da Atenção Básica, mas também ao especialista que atenderá o paciente no outro extremo da linha.


Acadêmicos: Maria Fernanda, Winnie, Rodrigo.

Rastreamento do CA do colo de útero


Seminário desenvolvido por: Alexandre, Camila B., Cassim, Douglas, Lucilene, Matheus, Natália e Winnie














Download da apresentação:
http://www.4shared.com/document/JU8Zorjf/SAUDE_COLETIVA.html?

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PACTO PELA VIDA: CONTROLE DO CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

O pacto pela vida é o compromisso entre os gestores do SUS em torno de prioridades que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população brasileira.
A definição de prioridades deve ser estabelecida por meio de metas nacionais, estaduais, regionais ou municipais. Prioridades estaduais ou regionais podem ser agregadas às prioridades nacionais, conforme pactuação local.
Os estados/região/município devem pactuar as ações necessárias para o alcance das metas e dos objetivos propostos

São seis, as prioridades pactuadas:
a) Saúde do idoso.
b) Controle do câncer de colo de útero e de mama.
c) Redução da mortalidade infantil e materna.
d) Fortalecimento da capacidade de respostas às doenças emergentes e endemias, com ênfase na dengue, hanseníase, tuberculose, malária e influenza.
e) Promoção da Saúde.
f) Fortalecimento da Atenção Básica.

Objetivos e metas para o Controle do Câncer de Colo de Útero:
a) Cobertura de 80% para o exame preventivo do câncer do colo de útero, conforme protocolo, em 2006.
b) Incentivo da realização da cirurgia de alta freqüência técnica que utiliza um instrumental especial para a retirada de lesões ou parte do colo uterino comprometido (com lesões intra-epiteliais de alto grau) com menor dano possível, que pode ser realizada em ambulatório, com pagamento diferenciado, em 2006.

Pacto pela Saúde: http://dtr2001.saude.gov.br/editora/produtos/livros/pdf/06_0257_M.pdf

Programa Nacional de Controle do Câncer de Colo de Útero:
http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/9ab3788046aa6903a610ff0d18967bc0/pdf_pncc_coloutero.pdf?MOD=AJPERES&CACHEID=9ab3788046aa6903a610ff0d18967bc0

Diretrizes para o Rastreamento: http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Diretrizes.PDF

Apresentação em PDF: http://www.4shared.com/document/PpTGqgLv/_CA_colo_tero_.html

Ewelyn Araújo, Joelmir Colman e Josué Maftum

O QUE É CLÍNICA AMPLIADA?

É um trabalho clínico que visa ao sujeito e à doença, à família e ao contexto, tendo como objetivo produzir saúde (eficácia terapêutica) e aumentar a autonomia do sujeito, da família e da comunidade. Utiliza como meios de trabalho: a integração da equipe multiprofissional, a adscrição de clientela e a construção de vínculo, a elaboração de projeto terapêutico conforme a vulnerabilidade de cada caso, e a ampliação dos recursos de intervenção sobre o processo saúde-doença.
A clínica ampliada propõe que o profissional de saúde desenvolva a capacidade de ajudar as pessoas, não só a combater as doenças, mas a transformar-se, de forma que a doença, mesmo sendo um limite, não a impeça de viver outras coisas na sua vida de modo prazeroso.
De modo geral, quando se pensa em clínica, imagina-se um médico prescrevendo um remédio ou solicitando um exame para comprovar ou não a hipótese do paciente ter uma determinada doença. No entanto, a clínica precisa ser muito mais do que isso, pois todos sabemos que as pessoas não se limitam às expressões das doenças de que são portadoras. É certo que um diagnóstico sempre parte de um princípio universalizante, generalizável para todos, ou seja, ele supõe e produz uma igualdade que é apenas parcialmente verdadeira, por exemplo: um alcoolista é um alcoolista e um hipertenso é um hipertenso.
Mas, isso pode levar à suposição de que basta o diagnóstico para definir todo o tratamento para aquela pessoa. Entretanto, como já dizia um velho ditado: “na medicina, cada caso é um caso”. E isto pode mudar, ao menos em parte, a conduta do médico. Por exemplo, se a pessoa com hipertensão é deprimida ou não, se tem relacionamentos com outras pessoas ou não, se está empregada ou não, tudo isso interfere no desenvolvimento da doença. O diagnóstico pressupõe uma certa regularidade, uma repetição. Mas é preciso saber, além do que o sujeito apresenta de igual, o que ele apresenta de diferente, de singular, isto é, um conjunto de sinais e sintomas que somente nele se expressam de determinado modo. Com isso, abrem-se inúmeras possibilidades de intervenção, e é possível propor tratamentos muito melhores com a participação das pessoas envolvidas.
Vejamos um exemplo:
Um serviço de hematologia percebeu que mesmo tendo disponível toda a tecnologia para o diagnóstico e o tratamento dos pacientes com anemia falciforme, havia um problema que, se não fosse levado em conta, não resolveria a situação de muitos desses pacientes. A anemia falciforme acomete principalmente a população negra. Ora, é um fato importante que a história dessa população é marcada pela discriminação racial, um dos fatores que mais determinam a desigualdade social. No contexto em que o serviço de hematologia trabalha, o tratamento ficaria muito limitado se os técnicos e responsáveis do serviço ignorassem esta questão, uma vez que a sobrevivência dos pacientes está em jogo. Assim, no caso dos portadores de anemia falciforme que, por efeitos das suas condições socioeconômicas desiguais, só tenham acesso a trabalhos braçais, é necessário criar novas opções de trabalho para eles, uma vez que não poderão mais exercer esse tipo de trabalho.
O serviço então se debruçou sobre o problema e propôs buscar ajuda em escolas de computação para oferecer cursos a esses usuários, desde que o desejassem, abrindo-lhes assim novas opções de trabalho e melhorando a sua expectativa de vida. O serviço de saúde poderia ter se concentrado no problema genético e em toda a tecnologia que ele dispõe para diagnóstico e tratamento, ignorando, como ainda é muito comum de acontecer, a história e a situação social das pessoas que estão sob seus cuidados.

Podemos dizer então que a clínica ampliada é:
· Um compromisso radical com o sujeito doente visto de modo singular;
· Assumir a RESPONSABILIDADE sobre os usuários dos serviços de saúde;
· Buscar ajuda em outros setores, ao que se dá nome de INTERSETORIALIDADE;
· RECONHECER OS LIMITES DO CONHECIMENTO dos profissionais de saúde e das TECNOLOGIAS por eles empregadas – tarefa muito difícil para esses profissionais –, e buscar outros conhecimentos em diferentes setores, como no exemplo mencionado anteriormente onde o serviço de saúde incorporou o conhecimento acerca da situação de exclusão em que viviam seus usuários;
· Assumir um compromisso ÉTICO profundo.

REFERÊNCIAS
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/clinica_ampliada.pdf
http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/sus_3edicao_completo.pdf


Ewelyn Araújo e Vanessa Lange

EVENTO SENTINELA E INCIDENTE CRÍTICO

EVENTO SENTINELA E INCIDENTE CRÍTICO

Evento sentinela define-se como sendo a ocorrência de uma doença previsível, a incapacidade ou óbito inesperado, que serve como alerta de que as ações do serviço de saúde estão, de alguma maneira, debilitadas, podendo ser de ações preventivas ou até mesmo de atendimento1. Os procedimentos corretos para estas ocorrências é a notificação dos órgãos competentes, para que ações possam ser tomadas a título de investigação e futura prevenção destas ocorrências.

Incidentes críticos por sua vez, são definidos por todo evento observado, que apresenta um caráter não comum em relação ao desenvolvimento normal conhecido2. Desta maneira, podemos caracterizar um erro operacional médico como sendo um incidente crítico, mesmo não tomando as consequências possíveis ou corrigidas em tempo.

As redes de assistência a saúde tem como um de seus objetivos coordenar o cuidado, e para tanto deve se ater no atendimento dos seguintes casos: gestão das listas de espera (encaminhamentos para consultas especializadas, procedimentos e exames), prontuário eletrônico em rede, protocolos de atenção organizados sob a lógica de linhas de cuidado, discussão e análise de casos traçadores, eventos-sentinela e incidentes críticos, dentre outros3.

O levantamento, notificação e investigação de eventos sentinelas e incidentes críticos tem suma importância para adoção de medidas de controle de doenças graves que exijam uma atenção hospitalar específica ou de ações e procedimentos operacionais futuros, visando à minimização da ocorrência4.

Um exemplo de evento sentinela é a queda de idosos. No Brasil, 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano, o que significa que há reincidência5. As quedas ocorrem devido à perda de equilíbrio postural, que pode ser indício de problemas primários do sistema osteoarticular ou neurológico ou de uma condição clínica que afeta secundariamente os mecanismos de equilíbrio6. A prevenção das quedas diminuem a morbidade e a mortalidade, reduzindo os custos hospitalares e o asilamento destes idosos. A partir da observação desse evento sentinela, programas de prevenção podem ser elaborados com o intuito de melhorar a saúde e a qualidade de vida do idoso6.

Outro exemplo, desta vez de incidente crítico, são os acidentes de trabalho, no período de 2000 a 2006, o Paraná registrou a ocorrência de 213.036 acidentes de trabalho e 1.572 óbitos, segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência Social(7-8). A cidade de Ponta Grossa ocupa a 3ª colocação neste ranking, perdendo apenas para Paranaguá e Região metropolitana de Curitiba(7-8). É importante ressaltar que estes dados se referem apenas aos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Existe, portanto, uma grande sub-notificação dos acidentes de trabalho(7-8), que pode ser evidenciada através da comparação do registro dos acidentes de trabalho e causa da morte preenchida no atestado de óbitos(7-8).

Como podemos evidenciar acima, muito há o que se fazer ainda em termos de prevenção, para que haja um maior nível de qualidade na assistência na saúde pública.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1- Hartaz, Zulmira M. A.; Champagne, François; Leal, Maria do Carmo; Contandriopoulos, André-Pierre. Mortalidade infantil "evitável" em duas cidades do Nordeste do Brasil: indicador de qualidade do sistema local de saúde. Rev. Saúde Pública vol.30 no.4 São Paulo; 1996. [acesso em 2011 Nov 20] Disponível em: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89101996000400004

2- Penteado, Eliane Villas Bôas de Freitas. Tuberculose no ambiente hospitalar: uma questão da saúde do trabalhador. [Mestrado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1999. 124 p. [acesso em 2011 Nov 20] Disponível em: http://portalteses.icict.fiocruz.br/transf.php?script=thes_chap&id=0 0006901&lng=pt&nrm=isso.

3- BRASIL. Portaria Nº 2.488, de 21 de outubro de 2011. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). [acesso em 2011 Nov 20] Disponível em: http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/gm/110154-2488.html

4- Teixeira, Maria da Glória; Barreto, Maurício Lima; Costa, Maria C.N.; Strina, Agostino; Martins Jr., David; Prado, Matildes. Áreas sentinelas: uma estratégia de monitoramento em Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde v.12 n1, Brasilias. 2003 [acesso em 2011 Nov 20] Disponível em: http://scielo.iec.pa.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-097420030001 00003&lng=pt.

5- PUC – Rio. Certificação digital 0510330 / CA. Estatísticas de queda de idosos no Brasil. Disponível em http://www2.dbd.puc-rio.br/ pergamum/tesesabertas/0510330_07_cap_06.pdf

6- Buksman S, Vilela A.L.S., Pereira S.R.M., Lino V.S, Santos V.H. Quedas em Idosos: Prevenção. Projeto Diretrizes, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 2008 [acesso em 2011 Nov 20] Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/082.pdf

7- Secretaria de Estado da Saúde do Paraná - Plano Estadual de Saúde – 2008/ 2011

8- Secretaria de Estado da Saúde do Paraná - Plano Estadual de Saúde - 2002

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Atividade Grupo 1

Comissão Intergestores Bipartite (CIB)

As CIB se constituem como espaços de interlocução de gestores, constituída pelo Estado e municípios em seu âmbito. Cabem a essas um lugar importante para pactuar procedimentos de gestão a fim de qualificá-la para alcançar o objetivo de ofertar ou de referenciar serviços de qualidade ao usuário.

A CIB atua no âmbito estadual com a seguinte composição:

a) 3 representantes dos estados indicados pelo gestor estadual de Assistência Social;

b) 6 gestores municipais indicados pelo Colegiado Estadual de Gestores Municipais de Assistência Social, observando os níveis de gestão no SUAS, a representação regional e porte dos municípios, sendo 02 representantes de municípios de pequeno porte I; 01 representante de municípios pequeno de porte II; 01 representante de municípios de médio porte ; 01 representante de municípios de grande porte; 01 representante da capital. Os representantes titulares e suplentes deverão ser de regiões diferentes, de forma a contemplar as diversas regiões do estado.

Comissão Intergestores Tripartite (CIT)

A CIT é um espaço de articulação entre os gestores (federal, estaduais e municipais), objetivando viabilizar a Política de Assistência Social, caracterizando-se como instância de negociação e pactuação quanto aos aspectos operacionais da gestão do Sistema Descentralizado e Participativo da Assistência Social. É organizada no âmbito federal com a seguinte composição:

1. 5 membros representando a União, indicados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e seus respectivos suplentes;
2.
5 membros representando os estados e o Distrito Federal, indicados pelo FONSEAS e seus respectivos suplentes;
3.
5 membros representando os municípios, indicados pelo CONGEMAS e seus respectivos suplentes.

A representação de estados e municípios nessa Comissão é regional, sendo um representante para cada uma das cinco regiões no País. Nesse espaço, as decisões são tomadas por consenso e não por votação. A CIT está vinculada à direção nacional do SUS.

Conselho Nacional de Secretários da Saúde (CONASS)

Órgão que congrega os secretários de Saúde dos estados e do Distrito Federal e seus substitutos legais, tendo por finalidade operar o intercâmbio de experiências e informações entre seus membros, assegurando a implementação dos princípios e diretrizes constitucionais e da legislação complementar da saúde brasileira, na implementação de ações e serviços de saúde.

Promove o pleno exercício das responsabilidades das secretarias de Saúde, no que diz respeito às políticas de saúde; realiza diligencia no sentido de que as secretarias de Saúde participem da formulação e tomada de decisões que digam respeito ao desenvolvimento dos sistemas de Saúde, em conjunto com o Ministério da Saúde; encaminha aos órgãos competentes propostas para equacionar os problemas da área de Saúde em todo território nacional, estimulando e intercambiando experiências quanto ao funcionamento dos conselhos de Saúde, promovendo estudos e propondo soluções aos problemas relativos ao desenvolvimento da área da Saúde.

Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS)


Entidade de direito privado, sem fins lucrativos. Agrega e de representa o conjunto de todas as secretarias municipais de saúde do país. Foca sua tarefa em promover e consolidar um novo modelo de gestão pública de saúde alicerçado em conceitos como descentralização e municipalização.

Defende que o sistema público de saúde seria mais eficaz à medida que os municípios deixassem de ser, tão-somente, executores de ações e assumissem também o papel de formuladores de políticas públicas.

O CONASEMS também auxilia os municípios na formulação de estratégias voltadas ao aperfeiçoamento dos seus respectivos sistemas de saúde, primando pelo intercâmbio de informações e pela cooperação técnica.

Conselho Nacional de Saúde (CNS)


O Conselho Nacional de Saúde é a instância máxima de deliberação do Sistema Único de Saúde de caráter permanente e deliberativo, que tem como missão a deliberação, fiscalização, acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde.

È um órgão vinculado ao Ministério da Saúde composto por 48 conselheiros titulares e seus suplentes, representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da área da saúde, governo e prestadores de serviços de saúde, sendo o seu Presidente eleito entre os membros do Conselho.

É competência do Conselho, dentre outras, aprovar o orçamento da saúde assim como, acompanhar a sua execução orçamentária. Também cabe ao CNS a responsabilidade de aprovar a cada quatro anos o Plano Nacional de Saúde.

Plano Diretor de Regionalização (PDR) e Programação Pactuada e Integrada (PPI)

A partir da Norma Operacional de Assistência à Saúde de 2001 entra para a agenda do SUS, de forma mais pragmática, o tema da regionalização da assistência à saúde. O PDR expressa o desenho final do processo de identificação e reconhecimento das regiões de saúde, objetivando a garantia do acesso, a promoção da equidade, a garantia da integralidade da atenção a qualificação do processo de descentralização e a racionalização de gastos e otimização de recursos.

A Programação Pactuada e Integrada – PPI passa a ser um importante instrumento para efetivar os processos de descentralização, regionalização e hierarquização da assistência, na medida em que permite e fortalece uma interlocução entre os Gestores Estadual e Municipais e entre os Gestores Municipais, e propicia, através dos instrumentos utilizados no seu processo, a obtenção das informações fundamentais para a elaboração do Plano de Regionalização no Estado.

As ações propostas são discutidas nas Regionais de Saúde, juntamente com seus municípios de abrangência e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, e aprovados em reuniões da CIB Paraná.

Grupo 1 - Beatriz, Bianca, Camila Stasiak, Vanessa